6º Dia 16 SET – Desl Delfos-Atenas

 Mergulhando na história Parte III

 A cidade de Delfos se localiza nas encostas do Monte Parnaso e suas edificações se encontram “em camadas” na ribanceira. Há duas ruas principais, uma que vai e outra que volta, que se comunicam por escadarias, e onde estão os hotéis, restaurantes e lojas.

Nosso hotel, Hermes, tem a recepção ao nível da rua e os andares para baixo. Da sacada dos quartos tem-se uma bela vista do vale abaixo. O hotel é simples, mas atende para o pernoite. Carece de uma boa manutenção.








Hoje nossa visita foi ao Santuário de Apolo em Delfos. Reza a lenda que Apólo decidiu construir para si um templo para morar e, então, matou a cobra Piton que guardava o templo da deusa Geia e tomou a região para si.

As ruínas do que foi esse santuário também se localizam nas encostas do monte e para visita-las por completo fizemos um percurso de 3 km (ida e volta) com um desnível de 160 metros.

O complexo envolvia um pórtico, o templo de Apólo onde moravam as sacerdotisas que interpretavam ao deus, os tesouros, que são pequenos edifícios onde eram colocadas as oferendas para Apólo, um teatro onde haviam competições de teatro e musica e um estádio lá no topo onde haviam competições esportivas. Tudo isso data do sec. VI A.C e os prédios foram destruídos por um terremoto no sec. V D.C.









Os gregos de todas as partes peregrinavam a Delfos para prestar homenagens a Apólo e para consultar as previsões de futuro, daí o termo oráculo.

Apólo era o deus da beleza, das artes, da música, da poesia, da moderação e da harmonia. Ele tinha uma irmã gêmea, Artemísia ou Diana, a deusa da caça.

Ao lado das escavações há um museu que guarda peças encontradas e que contam a história, costumes e cultura daquela época.











A jóia do museu é uma escultura em bronze que mostra um príncipe que conduzia uma biga em uma das competições equestres. A peça foi encontrada em muito bom estado, é rica em detalhes, tendo um enorme significado para eles.





Há inúmeras outras peças como cerâmicas, armas, capacetes, pedaços de frontispícios dos templos e tesouros, estátuas etc.

As estátuas gregas eram feitas de mármore, bronze, ouro e/ou prata. As remanescentes no museu são de mármore. As demais foram levadas pelos romanos para Roma, Veneza e Constantinopla. Algumas se encontram em museus pelo mundo afora.

Uma peça enorme era uma esfinge que era colocada sobre uma coluna como uma celebração.

Os gregos personificavam os deuses e também as ideias e conceitos. Por exemplo, faziam muitas estátuas de Nike (vitória) para comemorar a vitória em batalhas. A vitória era representada como uma mulher alada.

Próximo ao complexo de Apolo, há o Santuário (templo) de Artemísia, ou as ruínas de uma edificação, que é o monumento mais retratado como o oráculo de Delfos, embora não o seja. É uma construção redonda (o templos gregos são retangulares). Não se sabe ao certo o que representava. Os demais prédios do complexo também foram destruídos pelo terremoto.





Após essa longa e cansativa visita, porém com muita história e informações que nos ajudam a compreender um pouco da Grécia antiga, fomos a um restaurante e almoçamos comida grega típica. Geralmente um menu com entradas (torta de espinafre, torta de queijo, moussaka, queijo frito), saladas com molho de iogurte, e um prato principal que pode ser porco, frango ou cordeiro, com batatas ou orzo (uma massinha que parece arroz). Na sobremesa sempre há frutas e, embora não haja muita variedade (geralmente melancia, melão e uvas), são muito saborosas e doces.

Para beber sempre há opções de cerveja e vinhos gregos. A cerveja é muito boa, bem saborosa.

Agora estamos no ônibus voltando para Atenas, um percurso de 2 horas em uma estrada bem boa. Iremos nos hospedar no mesmo hotel Jason Inn.


No jantar saímos percorrendo a nossa rua de restaurantes padrão até encontrar  algum que nos apetecesse e achamos o Moma, onde comemos bem. Até agora temos dado sorte.

Amanhã faremos um City tour e exploraremos a acrópole de Atenas.

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