Mergulhando na história Parte III
Nosso
hotel, Hermes, tem a recepção ao nível da rua e os andares para baixo. Da
sacada dos quartos tem-se uma bela vista do vale abaixo. O hotel é simples, mas
atende para o pernoite. Carece de uma boa manutenção.
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Hoje
nossa visita foi ao Santuário de Apolo em Delfos. Reza a lenda que Apólo
decidiu construir para si um templo para morar e, então, matou a cobra Piton
que guardava o templo da deusa Geia e tomou a região para si.
As
ruínas do que foi esse santuário também se localizam nas encostas do monte e
para visita-las por completo fizemos um percurso de 3 km (ida e volta) com um
desnível de 160 metros.
O
complexo envolvia um pórtico, o templo de Apólo onde moravam as sacerdotisas
que interpretavam ao deus, os tesouros, que são pequenos edifícios onde eram
colocadas as oferendas para Apólo, um teatro onde haviam competições de teatro
e musica e um estádio lá no topo onde haviam competições esportivas. Tudo isso
data do sec. VI A.C e os prédios foram destruídos por um terremoto no sec. V
D.C.
Os
gregos de todas as partes peregrinavam a Delfos para prestar homenagens a Apólo
e para consultar as previsões de futuro, daí o termo oráculo.
Apólo
era o deus da beleza, das artes, da música, da poesia, da moderação e da
harmonia. Ele tinha uma irmã gêmea, Artemísia ou Diana, a deusa da caça.
Ao
lado das escavações há um museu que guarda peças encontradas e que contam a
história, costumes e cultura daquela época.
A
jóia do museu é uma escultura em bronze que mostra um príncipe que conduzia uma
biga em uma das competições equestres. A peça foi encontrada em muito bom
estado, é rica em detalhes, tendo um enorme significado para eles.
Há
inúmeras outras peças como cerâmicas, armas, capacetes, pedaços de frontispícios
dos templos e tesouros, estátuas etc.
As
estátuas gregas eram feitas de mármore, bronze, ouro e/ou prata. As
remanescentes no museu são de mármore. As demais foram levadas pelos romanos
para Roma, Veneza e Constantinopla. Algumas se encontram em museus pelo mundo
afora.
Uma
peça enorme era uma esfinge que era colocada sobre uma coluna como uma
celebração.
Os
gregos personificavam os deuses e também as ideias e conceitos. Por exemplo,
faziam muitas estátuas de Nike (vitória) para comemorar a vitória em batalhas.
A vitória era representada como uma mulher alada.
Próximo
ao complexo de Apolo, há o Santuário (templo) de Artemísia, ou as ruínas de uma
edificação, que é o monumento mais retratado como o oráculo de Delfos, embora
não o seja. É uma construção redonda (o templos gregos são retangulares). Não
se sabe ao certo o que representava. Os demais prédios do complexo também foram
destruídos pelo terremoto.
Após
essa longa e cansativa visita, porém com muita história e informações que nos
ajudam a compreender um pouco da Grécia antiga, fomos a um restaurante e
almoçamos comida grega típica. Geralmente um menu com entradas (torta de
espinafre, torta de queijo, moussaka, queijo frito), saladas com molho de
iogurte, e um prato principal que pode ser porco, frango ou cordeiro, com
batatas ou orzo (uma massinha que parece arroz). Na sobremesa sempre há frutas
e, embora não haja muita variedade (geralmente melancia, melão e uvas), são
muito saborosas e doces.
Para
beber sempre há opções de cerveja e vinhos gregos. A cerveja é muito boa, bem
saborosa.
Agora
estamos no ônibus voltando para Atenas, um percurso de 2 horas em uma estrada
bem boa. Iremos nos hospedar no mesmo hotel Jason Inn.
No
jantar saímos percorrendo a nossa rua de restaurantes padrão até encontrar algum que nos apetecesse e achamos o Moma,
onde comemos bem. Até agora temos dado sorte.
Amanhã
faremos um City tour e exploraremos a acrópole de Atenas.
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Bacana Ju!! Sil
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